terça-feira, outubro 31, 2006

Docinho

Para comemorar os 5000 visitantes do Blog e como presente, aqui fica um docinho nosso.

Uma consulta médica muito especial com o Dr. Alfy. Confirmou que está tudo óptimo com a Inês e deu-lhe um beijinho para a convencer a virar-se novamente!

Halloween


ou a desculpa para um convivio com os amigos.

Hoje vamos ter os amigos lá por casa para um chá nocturno de Halloween!
Costumamos fazer encontros destes com regularidade, rodando entre casas, mas já há uns mesinhos que não nos juntávamos assim. Hoje tem de ser! A desculpa é tão boa como outra qualquer e eu sinto muita falta da conversa descontraída e sem tempo.

É obrigatório apresentar na entrada um qualquer adereço de Halloween, pelo que a animação será certa!
(hihihihihi)

segunda-feira, outubro 30, 2006

Incrédula

com o valor que marca o contador de visitantes.

Acabamos de ultrapassar as 5000 visitas...!
Estou sem palavras. (e olhem que não é fácil...)

Obrigada Pais

Por serem
Por estarem
Por quererem
Por mudarem
Por virem

Por se preocuparem
Por sentirem mais
Por dispensarem as palavras
Por tudo.

Até já

sexta-feira, outubro 20, 2006

Quase tudo tem explicação

até o porquê do sossego da Inês desde 3a feira. Sim, a nossa menina está óptima, de boa saúde, a pesar 1,400kg e... SENTADA!

Pois, desde as 20 semanas que a viamos, sabiamos e sentiamos de cabeça para baixo. Pelos vistos, cansou-se. Hoje estava bem sentadinha, refastelada neste loft de luxo que lhe arranjei. Segundo o Dr. é ainda possível que se reposicione, mas com praticamente 30 semanas e não sendo ela propriamente pequenina...
A ver vamos.
Pela 1ª vez tivemos de falar de uma eventual cesariana. Hmmmpf

Vimos-lhe em pormenor a carinha, os olhos fechados e a língua! Sim, que além da surpresa da posição esta mini pirralha ainda teve tempo de nos deitar várias vezes a língua de fora!!
Tão lindinha!

Resumindo e como disse o Dr. "melhor do que estão as duas, é impossível."
Suspiro bom e um sorriso rasgado

Inês inside


29 semanas

quinta-feira, outubro 19, 2006

Assim, sim!

Depois de dois dias muito forretas de pontapés e outras graçolas que tanto gosto, hoje a Inês voltou a sua actividade habitual! Eba, eba! Não sou nada destas coisas, mas a maternidade fez-se claramente acompanhar de uma dose grande de medo.
Medo de perder o que já me é tão precioso.
Seja de que forma for.
O Luis acha piada, segundo ele à forma como uma criatura ultra despachada e independente como eu se transforma quando algo de menos bom me passa pela cabeça e inclui a Inês.

Por isso, meu anjo, quero dias com muitos pontapés, mãos, soluços, rabos espetados e joelhos a arrastar para a mãe andar bem feliz e despreocupada. Assim talvez consigamos deixar o aparecer das primeiras rugas para depois de nasceres (ou melhor ainda até à tua adolescência). Boa?!

Amanhã é dia de espreitar a pirralha!

terça-feira, outubro 17, 2006

O soluço

"resulta de um estímulo involuntário de músculos relacionados com a respiração, principalmente o diafragma, levando a uma inspiração rápida e curta, não sincronizada com o ciclo respiratório."

Senti-os na Inês hoje pela 1a vez! Sabia que era possível, mas ainda não tinhamos experimentado. Hoje esteve muito mais quieta que o normal, mexendo muito menos e durante menos tempo(Ai filha, se soubesses como a mãe fica preocupada, davas-me uma dose de pontapés e rabos espetados de meia em meia-hora!!).
Ao fim do dia, chegada a casa e enquanto me esticava no sofá para te dar mais espaço, comecei a sentir um movimento ritmado, cíclico, algo intermédio entre um coração a bater e um pontapé levezinho. Na verdade não se parecia com nada que tivesse sentido já e só ao fim de uns minutos tive certeza do que se tratava.

A minha filha já tem soluços! Mais uma novidade!

segunda-feira, outubro 16, 2006

E voilá!

Com 28 semanas, estamos nesta linda figura!


Não, não estou prestes a rebentar. Continuo a passar lindamente, sem cansaços ou más disposições. Começo a ter alguma dificuldade em fazer coisas tão básicas como apertar uns ténis, mas o motivo é bastante evidente e compensatório ;)

A Inês, cresce claramente a olhos vistos, mas sem sobressaltos. Sinto-a serena e confortável, o que se reflete em mim.
Por vezes sou assaltada por uma dualidade de sentimentos: tenho tanta curiosidade de lhe conhecer os traços, de a olhar nos olhos, de lhe decorar o cheiro, que me apetecia que nascesse hoje, agora! Mas gosto tanto, tanto de estar grávida, senti-la, te-la em mim, só para mim que me apetecia fazer esticar estes meses que faltam.

Suspiro bom...

quinta-feira, outubro 12, 2006

Arrrgghhh

Desculpem o cliché, mas é por isto que continuamos a ser um país com 50 mil anos de atraso em relação aos evoluídos (vulgo normais).

Passei os últimos dias a esperar e a desesperar às voltas com a porcaria da burocracia da minha bendita bolsa de doutoramento. Que apesar de ter sido atribuída em Maio(!!!), ainda não me passou pelas mãos! Papéis para Lisboa, uma eternidade. Papéis para o Algarve, eternidade seguinte, de novo para Lisboa. Os CTT também não colaboram e toda a gente parece ter mais que fazer do que ser eficiente.

E entretanto é suposto vivermos de quê?
Irra, não há pachorra!

quinta-feira, outubro 05, 2006

Desejo

do latim desediu ou b. Lat. desidiu

s. m.,
aquilo que se deseja; apetite; cobiça; anseio; propósito; intuito.

Ontem para mim foi sinónimo de...

Arroz doce!

Nunca tinha feito. Na realidade nunca me tinha sequer apetecido. É daqueles doces que associo quase exclusivamente ao Natal, ou no máximo a dias frios de Inverno. A minha avó e a mãe do L. têm jeito para a coisa. Sabe-me sempre bem, mas como de forma muito moderada, sem qualquer vestigio de gula.

Mas ontem... Ontem foi diferente. Apareceu-me na cabeça vindo não sei de onde, e rapidamente passou de ideia a vontade, de vontade a desejo. Daí a procurar uma receita e decidir pôr mãos à obra foi menos de nada.
Sem qualquer modéstia ficou bom. Ficou muito bom! E soube-me pela vida. Como bem sabe uma tentação a que não precisamos de resistir.

(Juntei-me ao clube. Ao fim de 6 meses e tal o meu 1º desejo de grávida.)

domingo, outubro 01, 2006

Curtas

Sexta feira foi dia de espreitar a Inês!
Está óptima e recomenda-se!
Segundo o Dr. temos uma matulona a caminho já com 1,053Kg.
(Que gracinha que esta parte vai ter na altura de a pôr cá fora...!)

Comigo também tudo óptimo.
A tensão um bocado baixinha mas tudo equilibrado.

Adoro ver a Inês fazer mexer a barriga, entre pontapés, braços e pernas que se arrastam, é uma delicia de fazer esquecer o tempo.
Suspiro bom...

segunda-feira, setembro 25, 2006

Abriu a época das pinturas

no quarto da Inês! Há muito que tinhamos decidido o motivo, as cores escolhidas e compradas, faltava começar. Foi desta! Ainda só numa parede pequena, mas o resto segue-se rapidamente.
O resultado foi este:


O fim de semana foi bem simpático, em passeios com os paizinhos e refeições de peixe à beira-mar. Ao contrário do resto do país, o tempo cá ajudou e muito a estas andanças, o verão é bem teimoso e mandou o Outuno esperar mais um bocado!
Assim é que é falar!

quinta-feira, setembro 21, 2006

Melhor

Esta noite foi bastante melhor que as anteriores! Deitei-me um bocadinho mais tarde e só acordei duas vezes.
A alergia está bastante melhor também! Mal so notam as poucas manchas que ainda persistem e a comichão já era.

Melhor ainda estaria se o fim de dia ontem não me tivesse brindado com aquelas "belas pérolas" que me arranharam os ouvidos e torceram a alma e hoje estivesse a caminho de um qualquer sítio refundido, a cheirar a terra molhada para passar o fim de semana.
Mas como os meus pais vêm no caminho para ter connosco, pode ser que a disposição entretanto melhore também.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Puto

Sim, serás sempre o meu puto de caracóis louros. Não que eu não veja como cresceste, que te estás a tornar um homem muito bonito, que constróis o teu caminho, que conquistas a vida. Mas, porque passe o tempo que passar, haja os kms que houver entre nós, venha quem vier, quero continuar a ver-te por dentro com esta clareza e a sentir-nos assim, abraçados.



21 anos depois, lembro-me como se tivesse acabado de acontecer. Lembro-me da ansiedade de chegar para te conhecer, do primeiro colo, do teu choro (ingrato!). Da vontade de te ter em casa, da vontade de te ver acordado (pedido público de desculpas pelas sopradelas nas orelhas, mas a intensão era boa e a causa nobre).
Lembro-me de ti como de mim, porque desde essa altura, parte de mim também és tu.

Já te disse que te adoro?
Um abraço bem apertado de parabéns mano!

(...suspiro...)

Mais uma noite de cão.
Mais tempo acordada que a dormir, a arrastar-me para me virar não sem antes pedir ajuda aos santinhos eventualmente acordados, para facilitar a tarefa.
Algumas contracções X (qualquer coisa entre o muito incómodo e o doloroso).

Mas o fim de tarde já o fazia prever.
A Inês de cabeça para baixo, a explorar os ossos da bacia (meus, claro) e umas dosesinhas de contracções. Para terminar, já a noite ia longa depois de uma sessão de mapling a ver Tróia, fiquei entrevada no sofá sem me conseguir levantar com dores. Depois de 10 minutos entre o riso e o choro, com ajuda, sem ajuda, vira daqui, vira dali e a equacionar a hipótese de regressar às nossas reminescências quadrúpedes para ir até ao quarto, lá acabei por me conseguir pôr na vertical.
Um susto.
Uma chatice.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Cadernos de papel


Iniciei-me no mundo dos blogs por acaso e quase da mesma forma decidi começar um. Há anos que deitava a alma em palavras escritas em cadernos de papel. Escrevia para mim, por mim, como quem fala sozinha, sem esperar resposta nem querer.
Com o entusiasmo inicial ou qualquer outra coisa que não consigo adjectivar, por "momentos" o blog saltou para a frente do caderno. Não o substituiu, não o fechou numa gaveta, mas roubou-lhe a luz.
Até há umas semanas atrás. Esta escrita virtual, mais directa, menos real, não chegou. Para quem sempre escreveu solta, é um contraste grande escrever sabendo que alguém nos vai ler. Que alguém espera as nossas palavras. Deixei de escrever só para mim e por isso de escancarar a alma. Naquele dia, de forma muito lúcida, senti falta do outro tempo.
Do meu tempo.
Da minha escrita para mim. E por mim.
Fez-me duvidar.

Nesse dia, decidi não tirar a luz do blog porque também percebi que nada tirará o lugar dos cadernos de papel. E sorri serena.
Vão continuar a ir comigo para todo o lado.
A ver-me nua.
Como só eles.
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