quarta-feira, março 01, 2006

Nem que a vaca tussa!

2ª-feira de Carnaval:

Depois de um dia de trabalho light, com o ZM fechado e o país inteiro a baixas rotações, fomos, como combinado, ter com a B. e a S. a Loulé para finalmente experimentarmos o tão falado restaurante vegetariano.

À chegada deparamo-nos com um cenário... estranho. A S. e a B. no parque de estacionamento rodeada de umas pessoas que não reconhecemos. Pensei q fossem amigas de uma delas, que se fossem juntar a nós para jantar. Mas... não! A S. e uma das ditas Sras, tinham embatido com os respectivos carros. Já esperavam a policia enquanto trocavam olhares furiosos e palavras pouco amistosas. 45 min, croquis e varias declarações depois, lá arrancamos rumo ao vegetariano. E que fome já tinhamos todos!

Mas o que começa mal....

O restaurante estava fechado e demos com o nariz na porta. Aliás, várias vezes depois, porque todos os que nos dirigimos em seguida também.

Rrrrr! E o estômago sempre a resmungar.
Acabamos por encontrar um Chinês e entrámos sem demoras. Olhamos em volta e como ninguém nos indicou caminho, dirigimo-nos a uma mesa redonda. Uma empregada (brasileira) dirigiu-se a nós e quando perguntei se nos podiamos sentar ali, obtive a seguinte resposta, alto e em bom som:

"MAS NEM QUE A VACA TUSSA!"

Sacudi a cabeça incrédula e perguntei: "Desculpe, mas... nao percebi?" ao que a jovem respondeu já com voz sumida e muito menos convicção : "mas nem que a vaca tussa."

"O QUÊ?!?!?" responde a S. impelida pela fome e pelos nervos não descarregados do embate com o carro. "Nem que a vaca QUÊ?!?!?!", "Vamos já embora!". O L. ao telemovel sem conseguir perceber o que se estava a passar, a R. e a B. a rirem nervosas e eu, com o estomago a comunicar com a cabeça, a tentarem decidir o que era mais importante: marcar posição ou acalmar a fome...

Neste compassozinho, a empregada ao perceber que cometeu asneira da grossa, abandona-nos a chorar, passa pelos patrões chinocas de rompante e sai porta fora sem dar qualquer satisfação.

Conseguimos acalmar os ânimos e acabamos por nos sentar, explicando a colega que depois nos veio atender o que se tinha passado.

Tudo correu com normalidade, até ao momento de pagar, quando a máquina teimou em não aceitar os cartões multibancos. Aiii! Rrrrr.
Contas finalmente feitas e saimos macambúzios, com cara de quem "nao devia ter saido de casa hoje". Bebemos um café num barzinho simpático e à 1h da manhã estavámos em casa, agradecidos por a noite estar finalmente a acabar e continuarmos inteiros.
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