terça-feira, outubro 30, 2007

Coração

E aperta-se-me o coração de neta.
Tenho tanto medo por ti, avó.
Não pela força que sei que tens, pela coragem que apregoas, mas não sei se o teu coração sofrido de mãe te vai ajudar.
Coração generoso, mas tão cansado, magoado, doente.
Queria tanto poder estar aí, contigo, com ele. Segurar-te a mão, confortar-te as mágoas, disfarçar a ansiedade e falar-te das coisas boas.
Mãe nenhuma devia ter que passar por isso. Tu muito menos.
E eu aqui.
Longe.
Com o meu coração de neta e de mãe, fundidos num só, à espera de te ouvir, bem, depois de tudo.
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