terça-feira, dezembro 12, 2006

37 semanas


de ti, meu anjo.

Como passou depressa!

Quando acordei de noite e te procurei tentando adormecer, ocorreu-me o pouco que falta para deixarmos de ser uma só.
Para deixares de respirar o que respiro, de beberes e comeres o mesmo que eu.
Os nossos sangues já não vão estar assim misturados e vou passar a sentir-te de fora para dentro.
Não é nostalgia, não é saudade. É uma constatação.
Mas uma constatação boa, com a alegria do caminho que já percorremos e o vislumbre do que temos pela frente.

Temos tanta sorte filha...
Nós pela benção de estares connosco.
Tu, pela quantidade de amor que tens à tua espera.

6a feira vamos novamente espreitar-te.
Não nos pregues mais sustos, está bem meu amor? Este inexperiente coração de mãe fica todo atrapalhado, sem saber como bater...

Até já princesa


(A Inês continua a mexer com regularidade e cheia de força, o que me foi descansando um bocadinho. Continuo a sentir-me bem, apesar de um bocadinho mais cansada. A barriga pesa bastante e começo a ter dificuldades de me acomodar, por exemplo, entre o cinto de segurança e o volante do carro! Mas estamos bem! E isso é o mais importante.)
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