quinta-feira, outubro 06, 2011
"Remembering that I'll be dead soon is the most important tool I've ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything -- all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure -- these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important.
Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose.
You are already naked. There is no reason not to follow your heart."
quarta-feira, setembro 14, 2011
Pérolas linguísticas
Porque o crescer é a altíssima velocidade e a catraia fala pelos cotovelos acho que desde que nasceu (ou quase), são apenas duas as pérolas linguísticas que relembram o quanto ainda há pouco era tão pequenina:
- Liofante (Elefante) - esta se a corrigirmos consegue repetir bem
- Corolido (Colorido)
- Torelância (Tolerância - sim a minha filha com 4 anos usa palavras destas... Oh God!)
- Liofante (Elefante) - esta se a corrigirmos consegue repetir bem
- Corolido (Colorido)
- Torelância (Tolerância - sim a minha filha com 4 anos usa palavras destas... Oh God!)
domingo, setembro 11, 2011
A big step for a small girl!
Porque há momentos que devem ficar na recordação, a pirralha cá de casa, do alto dos seus 4 anos e tal, começou hoje a pedalar na bicicleta sem rodinhas laterais!
Ah! Belo motivo para regressar a este cantinho!
sábado, dezembro 11, 2010
domingo, dezembro 05, 2010
segunda-feira, novembro 22, 2010
Carta
Querido Pai Natal
Espero-te com saúdinha!
Eu por cá estou óptima (sei de tanta desgracinha por ai que a minha condição só pode ser mesmo adjectivada desta forma)!
Já sei que só me lembro de ti nesta altura, desculpa não escrever no resto do ano (para não falhar, não prometo que para o ano vai ser diferente).
Também sei que nem sempre estive no meu melhor comportamento, mas esforcei-me, acredita. E olha que só isso dá cá um trabalho! Mas adiante.
Deves estar a pensar: "Vá, diz lá que presente queres tu este ano..."
Pois, que os tempos são de crise e talvez a mesma também chegue à Lapónia, com racionamento de neve e duendes descontentes. Por cá, como sabes os combustíveis estão cada vez mais inflacionados, ainda que a malta agora não se queixe por andar entretida a enfeitar pinheiros.
Ouvi dizer que as tuas renas, ainda que valorizadas e sem salários de feno em atraso, se estão a deixar ir na onda contestatária e começam já reclamar as horas extraordinárias dos anos anteriores. Assim, e como forma de compensar uma ou outra coisinha menos boa que tenhas reparado, proponho-me ajudar-te nessa árdua tarefa de distribuir presentes pelo mundo.
Para facilitar a tarefa sugiro que me deixes uma destas à porta de casa, carregada com os presentes que não te ficar tão em caminho distribuir, a respectiva lista de meninos que os esperam et voilá!

Prometo que não te deixo ficar mal!
Aguardo as tuas instruções.
Um beijo na testa e festinhas na barba,
Rita
Espero-te com saúdinha!
Eu por cá estou óptima (sei de tanta desgracinha por ai que a minha condição só pode ser mesmo adjectivada desta forma)!
Já sei que só me lembro de ti nesta altura, desculpa não escrever no resto do ano (para não falhar, não prometo que para o ano vai ser diferente).
Também sei que nem sempre estive no meu melhor comportamento, mas esforcei-me, acredita. E olha que só isso dá cá um trabalho! Mas adiante.
Deves estar a pensar: "Vá, diz lá que presente queres tu este ano..."
Pois, que os tempos são de crise e talvez a mesma também chegue à Lapónia, com racionamento de neve e duendes descontentes. Por cá, como sabes os combustíveis estão cada vez mais inflacionados, ainda que a malta agora não se queixe por andar entretida a enfeitar pinheiros.
Ouvi dizer que as tuas renas, ainda que valorizadas e sem salários de feno em atraso, se estão a deixar ir na onda contestatária e começam já reclamar as horas extraordinárias dos anos anteriores. Assim, e como forma de compensar uma ou outra coisinha menos boa que tenhas reparado, proponho-me ajudar-te nessa árdua tarefa de distribuir presentes pelo mundo.
Para facilitar a tarefa sugiro que me deixes uma destas à porta de casa, carregada com os presentes que não te ficar tão em caminho distribuir, a respectiva lista de meninos que os esperam et voilá!

Prometo que não te deixo ficar mal!
Aguardo as tuas instruções.
Um beijo na testa e festinhas na barba,
Rita
terça-feira, novembro 02, 2010
sábado, outubro 16, 2010
No meio do nada com amigos
Almoçar sardinhas e sentir o sol
pintar pedras e sujar as mãos
apanhar medronhos e lamber os dedos
Há dias assim!
quarta-feira, setembro 22, 2010
Dia Europeu sem Carros
Lembro-me perfeitamente do primeiro.
Há 10 (!) anos atrás vivia ao sabor de ovos moles, nessa cidade que me conquistou ao primeiro olhar.
Aveiro foi uma das primeiras autarquias portuguesas a aderir ao DESC e foi com uma tristeza do tamanho do orgulho que senti há 10 anos por poder usufruir de um dia assim, que li esta notícia.
Porque 10 anos depois lembro-me perfeitamente do sol que estava, da cor da calçada portuguesa na zona baixa da cidade e do privilégio que foi poder ouvir ranger as amarras dos moliceiros atracados no Canal Central.
Pirralha, se no próximo 22 de Setembro se voltar a fazer lá silêncio, vamos ouvi-lo.
Palavra de Mãe!
Há 10 (!) anos atrás vivia ao sabor de ovos moles, nessa cidade que me conquistou ao primeiro olhar.
Aveiro foi uma das primeiras autarquias portuguesas a aderir ao DESC e foi com uma tristeza do tamanho do orgulho que senti há 10 anos por poder usufruir de um dia assim, que li esta notícia.
Porque 10 anos depois lembro-me perfeitamente do sol que estava, da cor da calçada portuguesa na zona baixa da cidade e do privilégio que foi poder ouvir ranger as amarras dos moliceiros atracados no Canal Central.
Pirralha, se no próximo 22 de Setembro se voltar a fazer lá silêncio, vamos ouvi-lo.
Palavra de Mãe!
domingo, setembro 12, 2010
quinta-feira, setembro 02, 2010
Ressaca
No trajecto de regresso a casa depois de um dia de escola:
Mãe o que vamos combinar hoje?
Combinar como filha?
Combinar então! Quem vai lá jantar hoje a casa?
Hmm, ninguém hoje somos só nós, Inês. Amanhã é dia de escola.
Então com quem é que eu vou brincar agora? Tens de telefonar a alguns amigos teus e podes chamar o meu Miguel! A minha piscina ainda está montada?
Calma! Sabes que nos dias de escola chegamos tarde a casa e não dá tempo para essas coisas linda, as férias acabaram agora só no fim-de-semana.
Mãe sabes então o que era uma boa ideia? Mesmo boa, sabes?!
Diz lá
Eu e tu vamos ficar outra vez de férias!!
Mãe o que vamos combinar hoje?
Combinar como filha?
Combinar então! Quem vai lá jantar hoje a casa?
Hmm, ninguém hoje somos só nós, Inês. Amanhã é dia de escola.
Então com quem é que eu vou brincar agora? Tens de telefonar a alguns amigos teus e podes chamar o meu Miguel! A minha piscina ainda está montada?
Calma! Sabes que nos dias de escola chegamos tarde a casa e não dá tempo para essas coisas linda, as férias acabaram agora só no fim-de-semana.
Mãe sabes então o que era uma boa ideia? Mesmo boa, sabes?!
Diz lá
Eu e tu vamos ficar outra vez de férias!!
domingo, abril 25, 2010
Irra!
Um homem demorar mais tempo a arranjar-se para sair de casa, que uma mulher e uma criança pequena juntas, é coisa para me encher de nervos logo de manhã, é sim senhora!
terça-feira, abril 20, 2010
Mimos de filha
Depois de 5 dias fora, regresso a horas de a ir buscar à escolinha ao fim da tarde.
Vê-me à entrada da porta, arregala os olhos e salta para me encher o colo, entre abraços e risadas quase histéricas.
Ri e sorri muito, enquanto me abraça outra e outra vez.
De repente pára, afasta-se ligeiramente de mim, segura-me o rosto nas mãos pequeninas e diz, em jeito sério mas sorridente:
"Sabes Mãe, eu estive muitos dias com o meu pai, mas agora já posso olhar outra vez para os teus olhinhos!"
E assim se abraçam duas almas.
Vê-me à entrada da porta, arregala os olhos e salta para me encher o colo, entre abraços e risadas quase histéricas.
Ri e sorri muito, enquanto me abraça outra e outra vez.
De repente pára, afasta-se ligeiramente de mim, segura-me o rosto nas mãos pequeninas e diz, em jeito sério mas sorridente:
"Sabes Mãe, eu estive muitos dias com o meu pai, mas agora já posso olhar outra vez para os teus olhinhos!"
E assim se abraçam duas almas.
domingo, abril 18, 2010
Cabo de Palos
quinta-feira, abril 15, 2010
Acordar
numa manhã ensolarada, num apartamento no Principe Real com janelas para o Tejo tem outro charme. Ah, isso tem.
segunda-feira, abril 12, 2010
Coração apertado
Acabei a noite de ontem e comecei hoje o dia a ralhar com ela, num circulo vicioso de braços-de-ferro entre mãe e filha a troco de pequenos nadas.
Hoje, acabei o dia a retira-la ao colo de um pavilhão gimnodesportivo em chamas...
Sem palavras.
Hoje, acabei o dia a retira-la ao colo de um pavilhão gimnodesportivo em chamas...
Sem palavras.
sábado, abril 10, 2010
sábado, abril 03, 2010
Extremos
o dia começou (mal) com um cano de água furado acidentalmente a berbequim no WC há pouco restaurado e terminou, noutro WC, com banho de espuma e hidromassagem, a toque de mimos e risadas entre mãe e filha.
Soube tão bem!
E enchi mais um bocadinho do copo.
Soube tão bem!
E enchi mais um bocadinho do copo.
terça-feira, março 30, 2010
segunda-feira, março 29, 2010
Dia de viagem
Acordo em cima da ponte.
O Tejo insiste em fazer-se pesado e sem graça
Mas à vista já Lisboa, onde, apesar do interregno dos anos, me continuo a sentir sempre em casa.
Enchem-me as cidades grandes.
Há um quê de solidão acompanhada que me atrai. Andar por entre as gentes que correm, (porque nas grandes cidades há sempre alguém que corre), contra a corrente de ritmo, de passos, de aflições, de horas marcadas.
E as cores, e as pessoas, e ainda cheira a castanhas assadas. Não venho de visita, mas encho-me como se matasse saudades. Faz-me bem. Faz-me sempre bem.
E sorrio.
Por dentro e por fora.
À noite regresso.
Adormeço em cima do Tejo e acordo com o abraço dela.
Recebe-me sempre como se tivesse estado um mês fora.
E eu, retribuo, de braços abertos e peito cheio.
De mim.
O Tejo insiste em fazer-se pesado e sem graça
Mas à vista já Lisboa, onde, apesar do interregno dos anos, me continuo a sentir sempre em casa.
Enchem-me as cidades grandes.
Há um quê de solidão acompanhada que me atrai. Andar por entre as gentes que correm, (porque nas grandes cidades há sempre alguém que corre), contra a corrente de ritmo, de passos, de aflições, de horas marcadas.
E as cores, e as pessoas, e ainda cheira a castanhas assadas. Não venho de visita, mas encho-me como se matasse saudades. Faz-me bem. Faz-me sempre bem.
E sorrio.
Por dentro e por fora.
À noite regresso.
Adormeço em cima do Tejo e acordo com o abraço dela.
Recebe-me sempre como se tivesse estado um mês fora.
E eu, retribuo, de braços abertos e peito cheio.
De mim.
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