terça-feira, outubro 30, 2007

10 meses



Já foi!

VIP's

A Lúcia Moniz acabou de passar aqui no meu laboratório...
How odd is that?

Coração

E aperta-se-me o coração de neta.
Tenho tanto medo por ti, avó.
Não pela força que sei que tens, pela coragem que apregoas, mas não sei se o teu coração sofrido de mãe te vai ajudar.
Coração generoso, mas tão cansado, magoado, doente.
Queria tanto poder estar aí, contigo, com ele. Segurar-te a mão, confortar-te as mágoas, disfarçar a ansiedade e falar-te das coisas boas.
Mãe nenhuma devia ter que passar por isso. Tu muito menos.
E eu aqui.
Longe.
Com o meu coração de neta e de mãe, fundidos num só, à espera de te ouvir, bem, depois de tudo.

segunda-feira, outubro 29, 2007

and the winner is

Axiss da Bebe Confort


Estivemos até à última indecisos entre a Axiss e a Tobi da Maxi-cosi. Visualmente acho a Tobi mais fora do vulgar e tinha excelente desempenhos nos testes de segurança.
Mas gostámos mais do sistema de fixar a Axiss ao carro, muito simples e intuitivo, mas muito completo e seguro. O tecido sintético pareceu-nos bastante resistente, ao contrario da Tobi que por ser muito fino e macio, se deve estragar mais fácilmente. Gostamos do ajuste da cabeça, das protecções laterais e da forma de reclinar a cadeira. O sistema inovador de rodar a cadeira para podermos confortavelmente colocar a Ines e ajustar tudo de frente para nós, marcou pontos. Principalmente para quem tem um bébé grande, vale a pena.



Ainda espreitamos a Römer que é sempre muito bem cotada nos testes, mas o facto de praticamente não reclinar fez-nos logo po-la de parte.
O preço não é nada convidativo! Nadinha.
Mas demos o dinheiro por bem empregue.

Para quem também anda nestas andanças, aconselho a valorizarem o facto de a cadeira ter cintos (arnês) próprio e a forma como a cadeira se fixa ao banco do carro, de preferência com o cinto de segurança a passar na frente da cadeira e nas costas (a maioria continua a passar apenas nas costas) e com um sistema de prensa que permita tirar a folga que todos os cintos de segurança têm. Chegámos a conclusão que é este um dos factores principais que faz as cadeiras, a partir de determinado nivel de qualidade, terem melhores ou piores desempenhos nos choques frontais dos crash-test.

terça-feira, outubro 23, 2007

Serviço público

Chegou a altura de mudar a cadeira para o carro, onde viaja a pirralha.
A que temos já não cumpre bem o seu papel e isso deixa-me insegura, quando viajamos.

À boa maneira da mãe lá de casa (moi!) toca de começar a vasculhar tudo o que é crash-test, Deco testes, baby world reviews e outros afins, virar a net de fio a pavio em busca de um consenso. Certo? Errado.
Quer dizer, a procura tem sido exaustiva e o consenso até existe. Pelo menos na teoria, sim.
Bebe confort, Maxi-cosi e Römer em grande estilo, cheias de estrelinhas. Mas quando, de testes em punho me dirijo a uma loja, a fim de testar as cadeiras ao vivo, a cores, e claro, com a Inês a tiracolo, me fogem as certezas que trazia. Uma das mais seguras (Max-Cosi Tobi), parece menos confortável, a mais prática, gira e cara, é tão recente (Axiss da Bebe confort) que ainda não foi testada, um modelo ligeiramente mais antigo (Bebe confort Iseos TT), confortável, bastante reclinável e que tinha boas performances, hoje nem sequer é testada.
Raios!
Valham-nos ao menos os preços! Sim, aqui pelo menos há consenso. As ditas melhores cadeiras, são todas caríssimas!
Claro que a segurança não tem preço e é esse o nosso critério essencial.
Mas foi impossível não divagar um bocadinho, sobre como viajarão as crianças de pais que por mais que amem os seus filhos, não conseguem inventar orçamento para dar entre 300 e 400 euros por uma destas pérolas. Injustiças...

Voltando aos modelos. Outro consenso: ISOFIX. Pois claro. E... quem não tem? Pois, neste ultimo teste da proteste fica a patinar, porque as soluções testadas sem o dito sistema são cada vez menos. Sendo o mais seguro, não me pareceria mal que lhe dessem prioridade, isto se o Isofix não fosse ainda tão pouco universal no nosso parque automóvel.

E para quando equipamentos para as crianças, com uma certificação idónea de qualidade e segurança com direito a autoculante assim



Resumindo, ainda não nos decidimos. Vamos fazer mais uma incursão hoje à loja, de testes na mão, a Inês e o automóvel para testar as facilidades de fixação apregoadas.
Deus nos ajude...

(Se quiserem os ficheiros pdf dos testes 2006 e 2007 da proteste, apitem!)

quinta-feira, outubro 18, 2007

Mimo ou Compensação por um começo difícil

Acordar às 6:30h com a Inês a palrar, arrastar-me até ao quarto, pegar-lhe ao colo na esperança de a tentar adormecer e perceber que está mijada até ao pescoço.

Mudar-lhe a fralda e trocar o pijama pela roupa do dia, enquanto ela se contorce no trocador cheia de sono e de birra.

Enfiar-lhe o biberão de leite na boca enquanto rezo a todos os santinhos para que hoje seja a excepção e ela queira mamar acordada.

Não come porque está acordada e tem sono, não dorme porque tem fome. Great!

A reza foi um fiasco e dirijo-me a cozinha para lhe preparar a papa que vai salvar este começo atribulado. A birra de sono mantém-se e o carrinho parece que tem pulgas de tanto que ela esperneia e resmunga.

10 minutos depois há mais papa em mim e no chão da sala que no estômago dela. Começo a ter de contar até 10 para manter a calma. Peço ao pai para tentar, enquanto tomo banho e respiro fundo. Saio do banho, a quantidade de papa no chão não aumentou mas no estômago dela também não.

Conto até 20 e consigo dar-lhe um iogurte morno (sim, a excelência não os come de outra maneira). Menos mal.

O pai tem de sair, beijinhos e até já.

A birra de sono mantém-se e visto-me ao som das resmunguices dela.

O saco dela, a minha carteira, a mala do portatil. Está tudo. Já vamos filha, já vamos. Falta o chapéu dela que 3 segundos depois está no chão. Saio de casa, agora é que é filha!, quando ao passar pelo jardim reparo no alguidar de roupa molhada por estender na varanda.

Subo o carrinho dela para a relva e passo para dentro da varanda para estender a dita roupa. Ela acha graça nos primeiro 50 segundos, depois o sono volta a tomar conta e recomeça a choraminguisse.

Antes que os vizinhos venham ver quem é a criança abandonada, começo a cantar "atirei comida ao gato", versão caseira de "atirei o pau ao gato" (mais educativa e salvaguardadora da saude dos bichos lá de casa)e ela sossega.

Canto as vezes necessárias para acabar de estender a roupa enquanto rezo para que nao passe nenhum vizinho e me veja nestas figuras.

Já está filha! Agora é que vamos mesmo. Deito-a na cadeira, arrumo o carro na mala e arranco rapidamente.

Ela adormece quase instantaneamente, eu suspiro fundo e 2 min depois esboço um sorriso.

Depois de a deixar no infantário (sem sobressaltos) e apesar de atrasada, ofereci a mim própria um cafezinho rápido a ver o mar, antes de começar a trabalhar.

Merecido, não acham?

segunda-feira, outubro 15, 2007

quinta-feira, outubro 11, 2007

Relatividades

Hoje de manhã, no trabalho, uma colega que não me via há alguns dias:
- Epá, estás mesmo com bom aspecto!
Revejo mental e rapidamente a indumentária do dia: top de alças, camisa enrugada, calças de ganga (e respectiva nódoa do bolsar matinal da Inês), ténis.
-Hmmm, estás a falar para mim?
- Claro! Sério, estás com um ar saudável. A Inês voltou a dormir bem?
-Sim, dentro do género. Estas duas últimas noites, já só me levantei 3 e 5 vezes, respectivamente...
-Ahn?! Só!?
-Pois...

domingo, outubro 07, 2007

Ar puro

A febre deu finalmente tréguas! Nós aproveitámos a deixa, o céu azul e o sol, chamámos os gatos e armamos a barraca no jardim!

Segue a foto reportagem


Mãeee! Onde é que está o gato?




Ah! Encontrei!!


Pronto! Chega de Papparazi mãe...

sábado, outubro 06, 2007

Crescer

Com febre desde 2a feira, diarreia desde 4a, falta de apetite pelo meio, tudo patrocinado pelos dentinhos de cima que estão quase cá fora.


Apesar disso, não paras de querer crescer depressa!

Calma filha... calma...

domingo, setembro 30, 2007

9 meses

E eu olho-te com tantas e tão poucas palavras para te descrever e para descrever este amor.

Estás literalmente enorme!
(peso no percentil 50 e comprimento quase no percentil 90, a registar para a posteridade)

Mas mais do que grande, estás crescida.
Já gatinhas com perfeição e velocidade, o que te permite satisfazer o desejo perseguir os gatos cá de casa e respectivos rabos.
Tentas-te põr de pé agarrada a tudo o que encontras, mas esta habilidade ainda está em aperfeiçoamento.
A mãezite aguda instala-se mais firmemente e amplia raio de acção. É para dormir, é para comer, é para pôr a chucha a meio da noite, é para te tirar do chão mesmo quando alguém lá está a brincar contigo... Também por isso, dizes mãmã cada vez mais vezes, sempre com aquele tom de voz número 33 e os olhinhos suplicantes. (Sabe-la toda, é o que é!) Tentamos dar a volta à situação, dividindo o mais possivel as tuas tarefas com o pai, mas às vezes não dá (o berreiro desesperado assim obriga.)

O dentinhos de baixo dão-te um ar ainda mais castiço e os de cima (ainda por romper) umas dores valentes, a imaginar pelo aspecto das gengivas.
Danças e bates palminhas, quando te pedimos, quando ouves musica que te agrade ou até por veres ou ouvires aplausos na televisão.


Este Amor... Ah, este Amor é maior que eu.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Fomos

e já voltamos.
Umas mini-férias, em terras de familia, com um casamento pelo meio.
Partimos um dia mais tarde que o previsto: uma gastroenterite da Inês a tal "obrigou".
Directos a casa da minha Avó, matei saudades nos abraços e sorrisos de quem nos anseava à meses de mais. Vi-lhes o amor nos olhos sempre que sorriam para a Inês, mas vi também a doença naquele tio gigante que hoje não parece mais que um menino assustado. Sabia-o assim, mas vê-lo e ouvi-lo da própria boca, ele que nunca foi de grandes palavras, partiu-me o coração e doeu-me fundo na alma. (e lembrei-me de novo delas)


O casamento era d'A amiga de sempre. Estava linda, de sorriso feliz e eu, com a Inês ao colo, emocionada até aos ossos, enquanto deixava passar na cabeça imagens do que foi crescermos juntas, mesmo quando ficámos longe.


Depois seguimos para cima, o cantinho do país onde estão os avós paternos. A Inês conheceu (finalmente...!) o tio J. e a tia E.
2 dias passados e começamos a descer novamente o país. Depois de 3 paragens (Vila Real, Ermesinde e Porto) para ver amigos, chegámos à cidade que sinto como minha e onde me sinto mais eu. É a luz, o cheiro, os sons, a ria. Passeámos como mais gosto, a pé, de manhã cedo, pelas ruas, sob o sol. Comprámos os inevitáveis ovos moles e sorri com amigos. Na cabeça flutuavam ideias perdidas, misto de saudades boas e desejos de voltar um dia.


E seguimos viagem. Regressámos a casa. E soube bem chegar, mais cansados do que partimos. Cheios de nós e com um bocadinho de todos os que visitámos.

sexta-feira, setembro 14, 2007

E estava mesmo!

Por um fio!
O dia oficial do início da mobilidade é hoje: a Inês começou a gatinhar!!

A velocidade ainda é pouca e sempre que está a chegar perto do objecto que quer atira-se ao chão e estica-se para o agarrar.
Mas gatinha!

e acabou-se o sossego...

quinta-feira, setembro 13, 2007

Novidades

E a primeira palavra foi....

Mãmã!

(Conta a dita, inchada que nem um perú!!)

Disse a primeira vez, num acordar inesperado nocturno, choramingava baixinho, levantei-me em piloto automático até ao quarto dela e ao debruçar-me sobre a cama para lhe pegar ao colo, ouço "a mãmã" num tom choroso do mais mimalho que existe.
Ah! Filha linda! Qual sono qual carapuça! A mãe levanta-se as vezes que for preciso se prometeres falares-me sempre nesse tom de voz. Combinado?

Aprendeu esta semana a bater palminhas, a dizer adeus (quando quer, claro) e a cuspir a comida com uma cara girissima (esta parte não lhe dizemos) quando não lhe agrada. Já se tenta levantar agarrada tudo e saber gatinhar está por um fio.
Há coisas fantásticas, não há?!

segunda-feira, setembro 03, 2007

Coração de mãe

Decidimos tentar.
Por nós, todos. Ainda que no fundo, soubessemos que ela era quem mais "perdia".
"Vai ser bom. Fica mais perto de nós.
Nós ficamos mais desafogados. E também com mais tempo."
Mas comecei a dormir mal. A sonhar, com a mudança. Com pormenores, que para mim não o são só. Tentava racionalizar, em silêncio para mim, em voz alta para ele e às vezes para ela.
Mas.
Por isso quis voltar lá, desta vez com ela. Para tentar tirar dúvidas,ver a reacção dela e acima de tudo das pessoas com ela. Quis vê-la lá, comigo.
Vim com mais Mas.
Não gosto de Mas. Não destes, que não são óbvios, mas têm a força de vir de dentro.
Tentei mas não consegui. Estava a ir contra mim. Contra tudo o que sentia. Não a via lá bem, não senti o carinho nas pessoas, não gostei de isto e daquilo.
Como podia ir fazer-lhe isso a ela? E a mim?
Sentia-me a traí-la, sabia que não ia ser bom e ia pensava em fazê-lo na mesma, "só" porque o esforço é grande em muitos sentidos. Porque é difícil.
Mas perante a alternativa, o dificil agora parece-me fácil.
E se o meu coração de mãe se aperta assim, não é desta que vou contra ele. Não estou habituada a que me engane.

Devia começar amanhã no infantário novo.
Mas não.
Regressou hoje ao de sempre.
E foram tantos os sorrisos, os mimos, as alegrias.
E eu vim de coração cheio e um sorriso na alma.
E esta noite já não tive sonhos maus.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Gostos


A minha filha que não gosta de fruta, deliciou-se agora ao jantar com 2 fatias de meloa!
Arrrghhh! (Diz a mãe que detesta tal "iguaria")

quarta-feira, agosto 29, 2007

A fazer-se dificil

Géniozinho este, o dela.
Hoje e amanhã tenho de realizar umas actividades de educação ambiental previstas já há 3 meses. Assim e como a pirralha está em casa por fecho de infantário, o pai mudou as folgas para estes mesmos dias de modo a poder ficar com ela.
Pai é pai, ela até já tem permitido que seja ele a deita-la sem chinfrins de maior. Deixo as comidas preparadas, é só até à hora de almoço. Tudo pacífico, certo?
ERRADO. Nada mais errado.
Mamou às 8h da manhã, biberon dado pelo pai.
Às 11h telefono a saber noticias, tudo calmo a pirralha dorme, como de costume, um bocadinho antes de almoço que deve ser por volta das 11:30h para acertar com a escolinha nova.
Às 13:30h telefona-me o pai desesperado, Não comeu nem uma colher. Nem sopa, nem fruta. Nem na cadeira, nem no carrinho, nem ao colo, nem no chão, nem com cantigas, nem à frente do aquário. Nada. Rien. Niente.
Dou-lhe mais umas sugestões, peço para ter calma, vai conseguir.
Às 14:30h novo telefonema do pai. Continua sem comer. Não tem febre, está bem disposta, mas não abre a boca nem por nada.
Despacho-me o mais rapido que posso e sigo para casa.
Encontro-a a dormir, de barriga vazia.
O Pai com cara de quem lhe passou um camião por cima.
Acorda passado um bocadinho, bem disposta.
Decidimos ser eu a tentar dar-lhe de comer qualquer coisa, porque 8h à fome já começa a ser exagero.
Comeu tudo, sem reclamar.
Ao jantar vai de novo ser o pai a tentar dar de comer, para ver se amanhã o circo não se repete.
Oh filha, a mãe também sente a tua falta, mas não pode ser meu anjo, não pode ser a mãe a fazer tudo, a mãe não pode estar sempre ao pé de ti. E o pai ficou tão triste, meu doce.
Vá lá, vamos dar uma ajudinha ao pai, sim?

(e evito pensar na entrada no novo infantário...)

terça-feira, agosto 28, 2007

Conquista

e a 2 dias de fazer 8 meses:
Já tem 2 dentinhos!
Já tem 2 dentinhos!
Já tem 2 dentinhos!
Já tem 2 dentinhos!
Já tem 2 dentinhos!
Já tem 2 dentinhos!

Os dois de baixo. Tardaram mas cá estão e não parecem ter dado problemas de maior.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Home

as duas. Não, ninguém está doente! Quer dizer o pai está com uma constipação terrivel mas não é esse o motivo da nossa estadia em casa.
Estamos de férias! Forçadas pelo fecho do infantário mas ainda assim, de férias!

Muitos mimos, beijos lambidos, risadas, cócegas, colo e passeio, all day long.
Vai ser bonito voltar ao trabalho e à escolinha... Vai, vai.
Licença Creative Commons
Mundo Azul by Rita Coelho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 2.5 Portugal